22 de mai de 2013

Entom crês que Galiza é umha naçom?

O xefe de serviços é umha pessoa 'educada' e com 'talante'. Cada certo tempo achega-se a mim e pergunta-me de jeito incisivo: que tal estás?

É umha pergunta curiosa, sobretodo vindo dum dos responsáveis do meu encerro. Claramente el ja sabe qual há ser a resposta, pois o lógico ao estar em presom é estar 'jodido', ou seja, coaccionado a estar isolado, em maior ou menor medida, todos os días. E ademais ele é um dos responsáveis que pom Madrid para ler e escoitar todas as minhas comunicaçons, polo tanto há conhecer bem todos os meus estados de ánimo e intimidades varias.

O outro día chamou-me e fíxo-me a pergunta de sempre. Eu comentei-lhe que 'bueno', mas que estaría um pouco melhor se figessem umhas pequenas obras e recortassem um pouquinho o muro para que ao menos assi se pudessem ver umhas montanhas que seica há detrás. Nom sei se poderá ser.



Mas hoje, aparte de preocupar-se 'amavelmente' por mim, com a sua carpeta baixo o braço e a mirada escrutadora de sempre, perguntou-me:

- Entom, crês que Galiza é umha naçom que devera libertar-se do xugo de Espanha?

- "Pois... si, estaría bem", respostei perplexo ante tal questom.

- Já, isso pensa algumha gente

Despois pergunta-me sobre actos e manifestaçons que seica há convocadas na rua dos que, a verdade, nom tinha nem ideia, e pela situaçom de outros presos independentistas galegos.

Assi que aqui andamos, no cárcere de Villabona (Asturies), á espera de ser julgado e de que rematem de investigar sobre as minhas ideias políticas os do Tribunal de orde público. Ups! Quero dizer, a Audiência nacional espanhola.