4 de mar de 2013

O obxectivo do sequestro


O obxectivo do sequestro, a dispersom e o ailhamento por parte da maquinária estatal, além de destruir física e psicológicamente à pessoa, é arrincar-lhe da sua comunidade, "borrá-la do mapa".

Neste caso, as cartas, as chamadas, as vissitas e as publicaçons na rede som o único jeito de estar presente. Também essa rede virtual de duplo fio, que é o Facebook. Rede de comunicaçom impessoal, a rede de control, pola que navigarám estas palavras (quando cheguem). Pois, por desgraça, a rede está a substituír a comunicaçom "cara a cara", á praza, ó parque, ó lugar de encontro; substitue um possível diálogo construtivo entre as pessoas, umha comunicaçom horizontal e livre e umha convivência real por um escaparate virtual.



Num cómic dos anos 80, como fundo dumha vinheta, resaltava umha pintada: "Muros brancos, povo mudo". Hoje é o tempo dos paneis publicitários das multinacionais na rua, e os "muros coloridos" na pantalha do computador.

Mas já que estamos, vem a conto colar aqui estes extractos:

Um panfleto que alguém deixou tirado no pátio dum liceu:
"(...) Centos de aldeias abandoadas, umha língua deturpada e minorizada, moços com presente de miséria, casas sem gente e gente sem casas, mulheres agredidas e  mecanismos de defensa, o meio natural em processo de destruiçom (...)"

Outro panfleto que alguém lançou ao vento numha manifestaçom pola autodeterminaçom:
"(...) Hoje é o tempo no que as palavras sobram. Tempo de mirar-nos aos olhos (...)"

E Mick Farren, um defensor da cultura alternativa, escrevira há 40 anos:
"(...) O Sistema semelha moi assustado pola cor, o destelo e a alta e alegre energia. Se te ocultas baixo os coxíns ou dentro do gueto, se a vida chega a ser monótona ou reservada, entom é que os porcos vam ganhando".

P.D. Se quadra chamar-lhe porcos aos poderosos nom é o melhor qualificativo; os porcos semelham-se mais aos presos em ailhamento, neste cortelho. :)

Soto, 3 de Março de 2013